Costelas, mollejas, vazio, choripanes e empanadas com receitas de diferentes províncias. Nos dias 26 e 27 de setembro, o Hipódromo de Palermo reúne duas grandes tradições da cozinha argentina em um festival ao ar livre para provar, comparar e descobrir como um mesmo clássico pode mudar conforme o lugar onde é preparado.
Tudo começa ao redor do fogo
Primeiro aparece a fumaça. Depois, o som da carne na grelha. E finalmente aquele aroma que torna difícil continuar caminhando sem parar.
No sábado 26 e domingo 27 de setembro, o Hipódromo de Palermo recebe novamente o Festival do Churrasco e da Empanada, uma celebração gastronômica que reúne assadores, restaurantes e empreendimentos em torno de dois protagonistas indiscutíveis da mesa argentina. Haverá mais de 35 barracas e food trucks para percorrer do meio-dia até a noite.
A ideia é simples: chegar com fome e construir o percurso ao longo do passeio.
Muitas maneiras de entender um churrasco
Falar de churrasco na Argentina é falar de muito mais que um prato.
Há cortes, pontos de cocção, tipos de fogo, acompanhamentos e técnicas que mudam de uma grelha para outra. Mas também há um ritual: esperar, conversar, compartilhar e deixar que o tempo marque o que acontece sobre as brasas.
No festival haverá choripanes, costelas, colita de cuadril, bondiola, matambre, achuras, mollejas, vazio, entraña, pamplonas e ojo de bife, entre outras preparações. Aos clássicos chimichurri e molho criollo se somarão também combinações mais contemporâneas.
Mais do que escolher um único prato, a graça está em provar diferentes técnicas e versões.
Porque mesmo diante do mesmo corte, dois fogos nunca produzem exatamente o mesmo resultado.
Uma empanada, muitas províncias
Do outro lado do percurso aparece um prato muito menor, mas capaz de condensar uma enorme diversidade.
A empanada muda conforme se percorre a Argentina.
A massa, o repulgue, o tamanho, a cocção e, sobretudo, o recheio podem variar. Algumas receitas levam batata; outras, azeitonas, ovo, cebolinha, passas ou diferentes temperos. A carne pode ser moída ou cortada à faca e cada província defende sua própria maneira de prepará-la.
O festival propõe justamente um percurso federal, com empanadas representativas de diferentes regiões do país.
A saltenha, por exemplo, combina carne cortada à faca com batata, ovo cozido, cebolinha, cominho, pimentão e páprica. Mas basta avançar alguns quilômetros imaginários para que a receita volte a mudar.
Provar lado a lado permite descobrir