Quando o palco se estende por toda a cidade
Uma sala escura. Uma casa. Um clube de bairro. Uma loja. Um museu. Uma rua.
Durante o FIBA, praticamente qualquer espaço pode se tornar palco.
De 9 a 20 de setembro, o Festival Internacional de Buenos Aires se espalha por diferentes bairros portenhos com uma programação que cruza teatro, dança, performance, música e artes interdisciplinares. Durante 12 dias, produções nacionais e internacionais convivem em teatros emblemáticos, centros culturais, salas independentes e lugares que normalmente têm funções muito diferentes.
A proposta permite aproximar-se da cena contemporânea, mas também percorrer Buenos Aires seguindo um mapa diferente: o traçado por seus artistas e espaços culturais.
De Buenos Aires para o mundo — e do mundo para Buenos Aires
A edição 2026 reúne criadores e companhias da Argentina, Alemanha, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Equador, Espanha, França, Lituânia, Suíça e Uruguai.
Esse cruzamento de procedências também implica diferentes formas de pensar a cena.
A programação internacional começou com Dorian, dirigido por Robert Wilson a partir de uma releitura de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, com música original de Gustavo Santaolalla. Ao longo do festival aparecem também propostas da França, Coreia do Sul, Espanha, Brasil, Colômbia, Chile e outros países.
Mas o FIBA não funciona apenas como vitrine internacional. A produção argentina ocupa um lugar central e permite aproximar-se de nomes reconhecidos e novas vozes da cena local.
Entre os artistas desta edição estão Mauricio Kartun, Marilú Marini, Federico León, Mariano Pensotti, Pablo Rotemberg, Maruja Bustamante e Mayra Bonard, entre muitos outros.
Obras que começam antes de entrar na sala
Um dos eixos mais interessantes do festival é o SITE Buenos Aires, um circuito que leva produções a espaços escolhidos especificamente para cada obra.
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